Núcleo forte do gogó da bola

abril 9, 2008 por nunohbs

Quem acompanha o mundo da bola pela TV aberta, sabe que apenas a rede globo e a rede bandeirantes são as emissoras de televisão que transmitem jogos de futebol. O fazem, seguindo critérios duvidosos nas escolhas das partidas, mas isso é assunto para outra ocasião.

Quero agora tratar dos narradores.

O núcleo de ferro das transmissões esportivas dessas redes é constituído por quatro profissionais principais. São eles: Luciano do Valle e Sílvio Luiz pela bandeirantes e Cléber Machado e Galvão Bueno pela globo.

Posto, gostaria de fazer uma brincadeira, traçando o perfil de narração, pontos fortes e pontos fracos de cada um. Vamos lá.

Luciano do Valle: o narrador número um da band. Aparentemente é, dentre os quatro narradores, o que mais entende de futebol. Contudo não consegue transmitir uma emoção verdadeira, sendo exagerado nas palavras e nos trejeitos. Bairrista hardcore aos clubes de São Paulo. Nota 5.

Sílvio Luiz: durante as transmissões ele faz de tudo, conta causos, piadas, curiosidades geopolíticas e históricas. Futebol que é bom mesmo, de vez em quando. Já foi árbitro, então curiosamente, gosta de falar mal de todos os seus colegas de profissão. Alguns gostam e vêem um ponto forte em seus (irritantes na minha opinião) jargões característicos. Nota: 3.

Cléber Machado: é o mais jovem e talvez por isso, apesar das inúmeras tentativas do Sílvio Luiz, seja o mais bem humorado narrador da TV aberta. Narra com precisão, apesar de algumas vezes lhe faltar voz. Faz comentários inteligentes e não se intromete a palpitar sobre o que pouco entende. Procura ser imparcial, mas também é bairrista ao eixo Rio-São Paulo. Nota: 8.

Galvão Bueno: narrador com história dentro da globo, é sempre privilegiado para as transmissões de jogos da seleção brasileira ou fases finais da copa libertadores da América. Consegue como poucos, transmitir emoção à narração, sendo o melhor qualificado neste quesito. Mas, fala sobre muitas coisas das quais não entende, por vezes cometendo erros grosseiros, chegando ao cúmulo de discutir com os comentaristas. Nota: 6.

A hora da verdade

abril 7, 2008 por nunohbs

Os quatro semifinalistas do campeonato paranaense de futebol foram conhecidos na rodada de hoje, dia 6 de abril. Juntaram-se ao já classificado Toledo, Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná.

Seguem algumas informações e alguns palpites:

Atlético paranaense: classificou-se em segundo no grupo A, de maneira tranqüila apesar das duas derrotas iniciais nesta segunda fase. Enfrenta o Toledo, e é o franco favorito a chegar à final e a ser campeão estadual de 2008. Possui um grupo coeso, mas ainda divide-se entre partidas brilhantes e medíocres.

Coritiba: classificou-se em segundo do grupo B, confirmando seu passe apenas nas duas últimas rodadas após vencer os dois jogos em seus domínios. Enfrenta o Paraná Clube e, apesar de ter para si a vantagem de dois resultados iguais, dentro de campo pode encontrar dificuldades. Ainda não encontrou ritmo de jogo, e terá de usar mais da garra e da determinação do que de técnica e tática para chegar à final.

Paraná Clube: classificado em primeiro do grupo A, chegou a esta posição de maneira tranqüila e possui o grupo mais equilibrado entre os 4 semifinalistas. Passou por um começo de campeonato complicado, mas com a chegada de Paulo Bonamigo o time passou a apresentar outra postura, com boas exibições e recuperação de jogadores antes em má fase. Encara o Coritiba e é favorito a chegar à final e ao título estadual de 2008.

Toledo: único clube do interior do estado e a garantir vaga com uma rodada de antecedência, o Toledo classificou-se em primeiro do grupo A, e encara o Atlético Paranaense na semifinal. Possui uma boa equipe que, sem talentos individuais marcantes, conseguiu sobreviver à custa da união do time. Contudo, precisará mostrar muito mais do que isso para conseguir chegar a final.

Dos campeonatos paranaense e paulista

abril 4, 2008 por nunohbs

A fórmula do campeonato paranaense é ruim. E é ruim porque possui uma lógica própria que é totalmente sem lógica alguma.

De acordo com o regulamento, 16 equipes se enfrentam em turno único. As 8 melhores classificadas, em pontos corridos, se classificam para a segunda fase, quando estas equipes são reorganizadas em dois grupos, A e B, com 4 times cada que jogam todos contra todos em turno e returno. Desta fase, também em pontos corridos, passam 2 equipes de cada grupo, que se enfrentam em cruzamento olímpico, turno e returno, nas semi-finais e na final.

É um campeonato tido por todos, dentro e fora do estado, como muito fraco tecnicamente, e isto pode ser explicado, em parte, pelo seu formato. Dezesseis equipes iniciam, e metade destes passam a outra fase. Isto destrói com o ideal dos pontos corridos para valorizar a competência e a estabilidade dos clubes durante a competição. São muitas equipes se classificando. Claramente, é um campeonato moldado para os clubes maiores da capital; pois coloca mais peso no binômio torcida/mídia em relação ao fator bola, o que acaba colaborando para a triste situação dos clubes do interior paranaense.

Já o campeonato paulista é mais equilibrado. Com um formato semelhante, mas que beneficia com a classificação à segunda fase, apenas os 4 melhores times. Isto coloca um valor muito maior na competência e na estabilidade dos clubes ao longo da competição, mas sem excluir uma segunda fase em “mata-mata” que tanto emociona e contagia os torcedores.