A fórmula do campeonato paranaense é ruim. E é ruim porque possui uma lógica própria que é totalmente sem lógica alguma.
De acordo com o regulamento, 16 equipes se enfrentam em turno único. As 8 melhores classificadas, em pontos corridos, se classificam para a segunda fase, quando estas equipes são reorganizadas em dois grupos, A e B, com 4 times cada que jogam todos contra todos em turno e returno. Desta fase, também em pontos corridos, passam 2 equipes de cada grupo, que se enfrentam em cruzamento olímpico, turno e returno, nas semi-finais e na final.
É um campeonato tido por todos, dentro e fora do estado, como muito fraco tecnicamente, e isto pode ser explicado, em parte, pelo seu formato. Dezesseis equipes iniciam, e metade destes passam a outra fase. Isto destrói com o ideal dos pontos corridos para valorizar a competência e a estabilidade dos clubes durante a competição. São muitas equipes se classificando. Claramente, é um campeonato moldado para os clubes maiores da capital; pois coloca mais peso no binômio torcida/mídia em relação ao fator bola, o que acaba colaborando para a triste situação dos clubes do interior paranaense.
Já o campeonato paulista é mais equilibrado. Com um formato semelhante, mas que beneficia com a classificação à segunda fase, apenas os 4 melhores times. Isto coloca um valor muito maior na competência e na estabilidade dos clubes ao longo da competição, mas sem excluir uma segunda fase em “mata-mata” que tanto emociona e contagia os torcedores.